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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Atividade para o 2º Ensino Médio
Faça a leitura da Música e das figuras 1 e 2 a seguir e logo apos poste um comentário fazendo um paralelo entre ambos e o assunto que estamos trabalhando “Globalização – Consumo e Alienação”.
3ª Do Plural (Engenheiros do Hawaii)
Corrida pra vender cigarro
Figura 01
Fonte: http://passapalavra.info/?p=8561, em 16/03/2011
Figura 02
Fonte:https://ricardocampos.wordpress.com/2008/03/14/o-poder-de-um-personagem-chamado-%E2%80%9Cconsumidor%E2%80%9D/, em 16/03/2011
3ª Do Plural (Engenheiros do Hawaii)
Corrida pra vender cigarro
cigarro pra vender remédio
remédio pra curar a tosse
tossir, cuspir, jogar pra fora
corrida pra vender os carros
pneu, cerveja e gasolina
cabeça pra usar boné
e professar a fé de quem patrocina
Eles querem te vender, eles querem te comprar
querem te matar, de rir ... Querem te fazer chorar
quem são eles?
quem eles pensam que são?
Corrida contra o relógio
silicone contra a gravidade
dedo no gatilho, velocidade
quem mente antes diz a verdade
satisfação garantida
obsolescência programada
eles ganham a corrida antes mesmo da largada
E eles querem te vender, eles querem te comprar
querem te matar, à sede...eles querem te sedar
quem são eles?
quem eles pensam que são?
Vender... Comprar... Vedar os olhos
jogar a rede contra a parede
querem te deixar com sede
não querem nos deixar pensar
quem são eles?
quem eles pensam que são?
Fonte: http://www.vagalume.com.br/engenheiros-do-hawaii/3-do-plural.html#ixzz1Dt2617rS, em 16/03/2011
Figura 01
Fonte: http://passapalavra.info/?p=8561, em 16/03/2011
Figura 02
Fonte:https://ricardocampos.wordpress.com/2008/03/14/o-poder-de-um-personagem-chamado-%E2%80%9Cconsumidor%E2%80%9D/, em 16/03/2011
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Crônica: Vcs naum axam?
Imagem capturada na Internet (Fonte: Telelista.Net)
Vcs naum axam?
Zuenir Ventura
Numa de minhas viagens a Porto Alegre, me chamou a atenção a reportagem de
um jornal: “A linguagem utilizada por jovens na internet já atrapalha alunos na
hora de fazer provas e trabalhos escolares”. Professores reclamavam que até nos
trabalhos manuscritos, não apenas nos digitados, está aparecendo um novo
“idioma”, sem acentos, cheio de abreviações (tb, naum, vc), alternando
maiúsculas e minúsculas dobradas (XxXHh) e com sinais gráficos como J, que quer dizer
“feliz”.
Assim, nessa forma de escrever, o título daquela matéria seria grafado da seguinte maneira: “A LINGUaGi utiliZAdah por JovenxX Nah NeT jAh aTRAPalha aLUnux Nah hOrah di FaZe provAx i trabaAlhus escOLAREx”. Se você tem mais de 16 anos, experimente cantar esses versos: “mEU kOrAxxaUM NAUm sei pq/ BaTI feliz QDU Ti Ve”. Não sabe? Sabe, sim. Nas palavras de Pixinguinha isso quer dizer: “Meu coração, não sei por quê,/ bate feliz quando te vê”. Quer outro exemplo? “Ti dolu”. Esse já é muito usado: é o jeito infantilizado de dizer “te adoro”.
Fiquei sabendo também que o programador Aurélio Jarbas batizou essa
ocorrência lingüistica pós-moderna de miguchês e criou uma ferramenta de
tradução que em poucos dias teve mais de 10 mil acessos. Hoje são mil por dia.
Segundo ele, há três opções: miguchês arcaico, moderno e o neo-miguchês, que é
o nível mais radical, o dos exemplos lá do começo. “Não inventei nada, está
tudo no Orkut”, garante em bom português.
Como Umberto Eco, sou otimista em relação à internet (embora ela já tivesse
noticiado que eu morri, mas isso é outra história. Pelo jeito, a notícia não se
confirmou).
Acreditamos que ela veio para salvar a palavra escrita, condenada à morte pela televisão, e para permitir pela primeira vez escrever “na mesma velocidade com que se pensa”, como se fosse a escritura automática dos surrealistas. O autor de “O nome da rosa” chega ao ponto de classificar o computador como “a civilização do alfabeto”.
Acreditamos que ela veio para salvar a palavra escrita, condenada à morte pela televisão, e para permitir pela primeira vez escrever “na mesma velocidade com que se pensa”, como se fosse a escritura automática dos surrealistas. O autor de “O nome da rosa” chega ao ponto de classificar o computador como “a civilização do alfabeto”.
Menos, Eco, menos, eu diria. Mas de qualquer maneira, nunca se escreveu
tanto quanto hoje no mundo. Mesmo entre os pouco letrados é difícil encontrar
quem não troque dezenas de e-mails por dia. O problema é o que está sendo feito
com a ortografia. As palavras estão sendo estropiadas. “Ah, mas sempre foi
assim”, dirão alguns, argumentando que a língua é um organismo vivo que se
transformou ao longo da história – a exemplo do latim vulgar, que resultou no
nosso Português, inclusive o da norma culta.
É verdade, sempre mudou, e muito, mas nunca em tal velocidade. Tah rapidu
d+, vcs naum axam? Naum sei in q vai dar td ixXo.
Vcs naum axam?
Extraída da RevistaPontoCom
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